Cirurgias

Hérnias abdominais

Hérnia da Parede Abdominal

A hérnia da parede abdominal ocorre quando parte de um órgão (normalmente alças do intestino delgado) se desloca através de um orifício (chamado de anel herniário) e invade um espaço indevido (saco herniário). 

Esse deslocamento somente é possível devido ao enfraquecimento do tecido protetor dos órgãos internos do abdômen, o qual pode ocorrer em consequência de um problema congênito ou pode estar associado a esforços em demasia (exercícios físicos, gestação ou obesidade, por exemplo), que deixam a parede abdominal fragilizada. 

Hérnia Inguinal 

A hérnia inguinal surge quando uma porção do intestino encontra uma região de fraqueza na parede abdominal e consegue empurrá-lo, criando uma protuberância na região inguinal (região da virilha), que pode ser vista por baixo da pele. 

Existem outros tipos de hérnias da parede abdominal provocadas por herniação de parte do intestino, incluindo a hérnia umbilical, epigástrica e femoral. Dentre todas essas, a hérnia inguinal é a mais comum, respondendo por até 70% dos casos. 

Refluxo Gastroesofágico e Hérnia de Hiato

A Doença do Refluxo Gastroesofágico, conhecida também pela sigla DRGE, ocorre quando o conteúdo presente no estômago retorna inapropriadamente para o esôfago de forma crônica e repetida, levando à lesão deste órgão por exposição a substâncias ácidas. 

A DRGE está muito associada à hérnia de hiato, que é a protusão de uma parte do estômago em direção ao tórax.

Doenças da Vesícula (Colelitíase/Colecistite)

É a presença de pedras no interior da vesícula biliar. A vesícula é um pequeno órgão em forma de saco, localizado próximo ao fígado. Ela armazena a bile, um líquido amarelo esverdeado espesso produzido pelo fígado. Após a alimentação, a vesícula se contrai liberando bile ao intestino, esta entra em contato com o alimento, continuando a digestão iniciada pelo estômago. 

A função básica da bile é digerir as gorduras e ajudar na absorção de importantes nutrientes como as vitaminas A,D,E e K. 

A colelitíase é frequente na população de 20 a 60 anos, principalmente em mulheres.

Obesidade

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura no corpo. Esse acúmulo ocorre quando a oferta de calorias é maior que o gasto de energia corporal. A obesidade aumenta o risco de diversas doenças associadas (comorbidades) e resulta em sérios prejuízos à saúde. São vários fatores que levam à obesidade. Geralmente é uma combinação de fatores genéticos, ambientais e psicológicos. 

Atualmente utilizamos uma classificação baseada no IMC (Índice de Massa Corporal) para classificar os pacientes em relação ao seu peso. O IMC é calculado levando-se em consideração o peso e a altura dos pacientes através da fórmula: IMC= P/A². Os indivíduos são classificados como desnutridos, normais, sobrepeso, obesidade grau I, obesidade grau II, obesidade grau III, superobesos e super-superobesos.

Pesquisas mostram uma forte relação entre herança genética e obesidade. Sabe-se que pais com peso normal têm em média 10% dos filhos obesos. Quando um dos pais é obeso, 50% dos filhos certamente o serão. E, quando ambos os pais são obesos, esse número pode subir para 80%. 

Atualmente vivemos uma epidemia de oferta de alimentos processados, ricos em sódio, açúcar e gorduras saturadas. Infelizmente é muito mais barato e saboroso termos uma alimentação inadequada do que uma alimentação saudável. Do ponto de vista nutricional a nossa sociedade “involuiu”, de forma que hoje a mudança de hábitos é muito mais difícil e sofrida para os pacientes. O consumo exagerado e contínuo de alimentos de alto valor calórico, com pobre qualidade nutricional, muitas vezes desencadeado por transtornos de compulsão alimentar ou quadros de ansiedade é um dos grandes responsáveis pelo aumento nos índices de obesidade. 

O sedentarismo é outra causa de obesidade. O gasto energético diminuído com os confortos da vida moderna somados ao estilo de vida das pessoas faz com que o sedentarismo atinja mais de 50% da população. Estudos recentes mostram que somente 30% das pessoas praticam regularmente atividades físicas. 

Atualmente, existem 600 milhões de pessoas obesas no mundo, 30 milhões somente no Brasil. Em 2015, a estimativa foi de que 2,3 bilhões de pessoas estavam com excesso de peso e que haviam 700 milhões de obesos no mundo inteiro. Levantamento do final de 2014 da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que 54,1% da população brasileira estava acima do peso.

 

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